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Sobre

Um cachorro com uma história ùnica

 "De Temperamento digno, alegre e extremamente dócil com as pessoas da casa, o Afghan hound mostra-se, contudo, indiferente e reservado com estranhos. 

Independente por natureza, não obedece cegamente o dono: muitas vezes, quando chamado, limita-se a abanar a cauda e continuar no lugar onde está. Porém, não existe olhar mais meigo e apaixonado que o Afghan em seus momentos de carinho.

É também típico da raça fixar o olhar em um ponto qualquer e ficar vários minutos olhando para algo que não conseguimos definir o que é.

Mas o que mais chama atenção no AfghanHound é a sua belíssima pelagam. "

por Laura Barreto, livro tudo sobre o seu cão Afghan, , editora Três, 

        Entre todas as raças, a história do Afghan, talvez seja a mais dificil de se definir. O Afghan Hound  surgiu há milhares de anos com os povos nômades do Afeganistão, Paquistão, e norte da Índia. Muito da história da raça se perdeu, e o que encontramos de literatura sobre sua origem, são muito divergentes . Existe uma variedade imensa de de opiniões e depoimentos conflitantes sobre a origem da raça.

         O que sabemos é que a raça foi desenvolvida para caçar cervos, gamas, gazelas entre outros pequenos animais.  Um caçador extremamente habilidoso, o Afhgan era usado para derrubar presas pequenas e grandes, em matilha de seis a dez cães, incluindo antílopes e talvez até leopardos. Embora muitos especialistas hoje duvidem que leopardos fossem a presa tradicional do Afhgan, testemunhas oculares relatam Afhgans solitários matando leopardos agarrando-os pelo pescoço e quebrando a espinha do leopardo com a mandíbula. Utilizava para tanto, a velocidade e a apurada visão, além da pelagem, que, livre de cuidados, ficava toda embolada e formava um escudo para proteger a pele das patadas de felinos.

        Afghans fizeram sua primeira peregrinação para fora do Oriente Médio com soldados Britânicos,  Eles foram trazidos pela primeira vez para a Grã-Bretanha por militares, como uma espécie de lembrança viva das terras "exóticas" em que foram colocados,. A primeira destas importações foi “Zardin”, que se acredita ter nascido no Irão. O capitão John Bariff o comprou na Índia e o trouxe para a Grã-Bretanha.

        Quando Zardin foi exibido na famosa exposição canina de Crufts em 1909, ele causou tanto rebuliço que a Rainha Alexandra solicitou que ele visitasse o Palácio de Buckingham.  Zardin tinha muitas das características valorizadas na raça até hoje, desde os pés “sapatos de neve” até a sela visível nas costas. Zardin era um exemplar tão invejável que se tornou o modelo para o primeiro padrão da raça Afghan Hound, escrito em 1912. 

         Infelizmente, a Primeira Guerra Mundial acabaou com qualquer iniciativa de criação de cães, e assim nenhuma linhagem de Zardin sobreviveu hoje nas linhagens modernas. Mas depois que as balas pararam de voar, a Inglaterra manteve um fluxo constante de soldados e civis em direção ao Afeganistão e às terras vizinhas. Uma vez lá, eles inevitavelmente ficaram intrigados com esses cães exóticos e primitivos. E à medida que os cães chegavam às costas britânicas em maior número, o fascínio transformou-se num intenso debate sobre quais os galgos afegãos eram os autênticos.

          DESERTO X MONTANHA

         O Afeganistão tem uma topografia variada, com extensões de planalto e deserto. Face a esta topografia amplamente divergente, os Afghans desenvolveram-se de forma diferente, como acontece com todas as raças, com caractéristicas específicas para cada tipo de ambiente, evoluindo para se adaptarem às condições em que viviam.

        O primeiro canil conhecido de Afghan Hound no Reino Unido tinha os chamados cães do tipo “deserto”. Esses cães tinham pelagens mais esparsas e sedosas e contornos mais marcantes. Em 1920, a Sra. G. Bell-Murray e Miss Jean C. Manson retornaram à Escócia com um grupo de cães que passou a ser conhecido como linhagem Bell-Murray.

            Em contraste, Afghans “da montanha” tinham pelagens mais pesadas, mais ossos e maior angulação. Mary Amps, cujo marido trabalhava em Cabul, trouxe este tipo de Afghan para a Inglaterra em 1925. Instalados nas áreas montanhosas ao redor daquela importante cidade afegã, os cães Amps ficaram conhecidos como a linhagem Ghazni.

            O cachorro Ghazni mais famoso foi “Sirdar”, que evocava na aparência, o tão famosos, Zardin. Criado nos canis reais do rei do Afeganistão, Sirdar não era um cachorro grande. Mas ele logo desenvolveu uma presença gigantesca no país, vencendo na Crufts e ajudando a popularizar a raça.

            Sem surpresa, os cães Bell-Murray e Ghazni disputaram em exposições caninas e fora das competições, seus respectivos criadores disputavam qual linhagem de cães deveria predominar. No dias de hoje essas linhagens se misturaram, e assim os Afghans que temos hoje representa um meio termo entre essas duas polaridades.

               UM OLHAR MARCANTE E PENETRANTE

              Embora tenha havido um debate apaixonado naqueles primeiros anos sobre como um Afghan deveria ser por fora, houve um acordo universal sobre como a raça deveria ser por dentro. A frase frequentemente citada no padrão  – “olhos olhando para longe como se estivessem na memória de eras passadas” – resume lindamente o porte surpreendentemente aristocrático de uma Afghan Hound.

              Tão importante quanto a pelagem e o topete marcante, o temperamento indiferente e digno da raça, deve exalar uma espécie de primitivismo controlado. Com apenas um olhar de seus olhos amendoados, o Afghan Hound diz que sabe quem é.

               

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